Não rimas, mas atropelas as palavras:
És ainda amant' inexperiente!
Falta-te a música nas tuas lavras,
Pra um poema de rima excelente!
As palavras escondem uma matriz:
Métrica madura, sábia e quente!
Tu úsa-las orvalhadas de raiz,
Mas estropiadas em prosa plangente.
O rimar nada tem de misterioso:
Germina nas regras! É tão saboroso,
Quando são utilizadas com critério!
A poesia ainda te transcende:
Escreves bela prosa que se entende,
Mas poesia, pra ti, é um mistério!
Modesto
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
NA MINHA FORJA
Estão aqui meus versos fabricados Nesta forja subtil, do coração: Verdes, roxos, azuis ou encarnados, Lembram a dor ou são uma canção. São m...
-
Devagar que 'inda agora era Setembro De areias tocadas de sol e vento!... Desse odor a mar, ainda me lembro, Vem Outubro tão calmo e ter...
-
Vou contigo por estas cordilheiras! Põe teu manto e bordão e vem comigo, Atravessa as montanhas sobranceiras E nada temas do mortal perigo! ...
-
Ó tu do grande amor fiel traslado Mariposa, entre as chamas consumida, Pois se à força do ardor perdes a vida, A violência do fogo me há pro...
Acertou! Para mim, a poesia é coisa impossível de conseguir. Prosa, e fraquinha...
ResponderEliminarParabéns e agradeça a Deus o dom com que o dotou!