Estão aqui meus versos fabricados
Nesta forja subtil, do coração:
Verdes, roxos, azuis ou encarnados,
Lembram a dor ou são uma canção.
São meu luar nas noites de invernia,
São as velas acesas na caverna,
A caverna onde vivo noite e dia,
A caneta vem a ser minha lanterna.
São deste coração, seu alimento,
São contas dum rosário doloroso,
Mas dão vitalidade ao pensamento,
Perfumam meu caminho sinuoso.
Podes me ler com alma de criança,
Ou com alma de gente já crescida,
E podes encontrar uma esperança,
Ou encher de amargura a tua vida.
Modesto
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