18_02

NOITE SEM LUA




















Noite sem lua, brisa calma na montanha,
Luz dos meus olhos alumia sombra 'scura.
Queria a lua mas ninguém a apanha...
Ela, sobr' as trevas, flutua na brancura.

De meu coração emana um belo cântico
Ao firmamento - Criador e criatura -
Pois vivo contente, neste lugar romântico,
Caverna aprazível, sob a pedra dura.

Vejo o horizonte na imensidão,
Num alto esguio com boa amplidão,
Noite sem lua, erma, névoa de plumas.

E, enchendo a curva desse céu vazio,
Sai dos meus lábios canção em assobio...
E o orvalho amacia as carumbas.

Modesto

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