sexta-feira, 14 de novembro de 2025

EMBALA-ME NO TEU REGAÇO, MÃE

Lembra alvuras de cisne sobre um lago
A minha vida imaculada e honesta...
Ouço bater meu coração em festa,
Pela bondade e amor que nele trago!

Do meu orgulho olímpico de mago
Só o desdém aos inimigos resta,
Maior que às folhas mortas da floresta,
Que nos meus dedos pálidos esmago.

Mas a piedade enche o meu peito e vem,
Em vez de tão humano e vil desdém,
Ungir meus lábios de um perdão divino...

Julguei ser deus! E choro de cansaço...
Oh, Mãe Piedosa, embala no regaço
Meu coração exausto de menino!...

Modesto

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