18_02
TRANSPARÊNCIA
Não deveria, não, mostrar-me assim
Tão desnudado, de alma transparente!
Talvez eu dê ensejo a rir de mim,
Por inveja, malquerer de muita gente...
Sentinela, atalaia dum fortim,
Devia esconder-me prudentemente,
Guardar os meus cuidados só pra mim,
Tal como a mãe-terra guard' a semente.
Mas não! Porque não cabem no meu peito
E extravasam do meu caminho estreito
Os conselhos da vida qu' ao mundo dou?
Mãos francas, alma aberta sofredora,
Sem reservas, mostro-m' inteiro, agora,
Tal qual como Deus me quis e me criou!
Modesto
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
POEMA MODERNO, SAUDADE
Que saudade do menino que eu era... Ouvia o riso das flores, Das borboletas no jardim! Até o orvalho tinha cor, O céu sorria de amor! Caía ...
-
Pedro traiu a fé a Cristo dado. Madalena chorou de arrependida; E nessa mágoa triste e indefinida Havia ainda uns laivos de pecado. Tudo o q...
-
No silêncio doce da lembrança, Ecoa um tempo que não volta mais, Sussurros suaves, pura esperança, Em versos tristes, sonhos tão banais. Põe...
-
Lembra alvuras de cisne sobre um lago A minha vida imaculada e honesta... Ouço bater meu coração em festa, Pela bondade e amor que nele trag...

Sem comentários:
Enviar um comentário