sábado, 29 de março de 2014
LÂNGUIDO AMANHECER
Despont' aurora d'alva, é madrugada!
Voam p'las árvores ligeiros cantores,
Murmuram lânguidas queixas da noitada:
A brisa soprou fria, fez suas dores!
Grande é a solidão qu'a manhã traz!
Voam passarinhos de várias cores,
Ao som dos cânticos que cada um faz...
Soluça o pisco por não ter amores!
Tudo é luz e esplendor que s' esfuma:
Vão carícias d' aurora... Céu tristonho...
Ficam flores e o jardim se perfuma!
Então, minh'alma s' alegra, tem um sonho:
Viver olhand' o campo, rio, espuma...
Oh! Mundo encantado, tu és risonho!
Modesto
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