17_09

UM AMANHECER NO PRADO

















Estendo meus olhos pelo prado fora:
Verdura, flores... tud' o qu' a vista alcança.
Quando a saudade do passado chora,
Há um oásis ond' o olhar descansa!

Ouço, ao longe, uma canção sonora:
É voz de mulher, ou será de criança?
Hino das aves ao nascer da aurora?
É como hino branco de esperança!

Por toda a parte, risos e folgores,
A Natureza está cheia de flores,
Bem iluminada por um sol risonho!

Record' à minh' alma, diluíd' em prece,
Qu' um coração feliz 'inda estremece,
Vend' a luz sagrada do primeiro sonho!

Modesto

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