17_09

E VEM A SAUDADE...

















Vou, com luar no rosto, descontente:
Meus olhos choram lágrimas de sal!
Adeus, ó coração da minha gente,
Adeus terras e flores do Casal!

Hora da saudad' é uma serpente:
Ela rasteja antes que eu fale!
As coisas mais me lembram fielmente,
El' enlaça-m' a voz tão cordial!

Olho a aurora, ave levanta
Pra consolar a alma, quando canta,
E a gente já anda no quintal!

Graça, beleza...  verso sem medida,
A saudade desterrou-me a vida!
Sou um eco perdido noutro vale!

Modesto

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POEMA MODERNO, SAUDADE

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