sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
PERDÃO
Sem vontade, Meu Deus, para querer-Te
Nem o céu, qu' um dia m' hás prometido.
E pra deixar o mal de ofender-Te,
Nem fujo do inferno tão temido!
Tu me moves, Senhor, para eu ver-Te
Cravado nessa Cruz, escarnecido,
Ver o suor d' agonia que verte
O Teu Corpo... Ver-Te, assim, ferido!
Mostras o Teu amor de tal maneira...
Mesmo não tendo o céu, 'inda T' amava,
Não havendo inferno, Te temera.
Confessei minha culpa... Que Te queira!
O que ouso 'sperar, não esperava,
O Mesmo amor por Ti, Te quisera.
Modesto
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