sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
NO MAR SEM LUA
Noite sem lua, brisa calma do Atlântico,
Luz dos meus olhos alumia praia 'scura.
Eu danço nas mansas ondas, no mar em cântico,
Debaixo das trevas, flutuo na brancura.
Ouço meu peito e seu falar semântico,
Eu e firmamento - Criador, criatura -.
Vivo com a minha solidão - um par romântico -
Feito com mar suave e com pedra dura.
Vou cobrindo a tez do mar na amplidão,
Reino dos deuses Anfitrite e Tritão...
Noite sem lua, erma, névoa de plumas.
E vou enchendo a curva do céu vazio,
Dos meus lábios sai canção ou assobio...
Sigo com pés descalços num chão de espumas.
Modesto
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