segunda-feira, 22 de junho de 2015
HOJE NÃO HÁ ESTRELAS
Esta madrugada não vi estrelas
Aquelas que brilham nem as cadentes.
E hoje que queria tanto vê-las,
Com seu trémulo brilho tão silentes!...
Hoje só há nuvens estonteantes,
A lua cheia perdeu luzidio,
O vento faz uns ruídos constantes
Que acordam os ecos no vazio...
Hoje vejo sombras negras distantes,
Como meu pensamento fugidio,
E os pássaros cantam dissonantes!
Da minha alma ouço os murmúrios,
Fico em silêncio lancinante...
É uma manhã que só traz barulhos!...
Modesto
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