quinta-feira, 16 de julho de 2026

CELESTE ABRIGO

Estrela triste a reflectir na lama,
Raio de luz a cintilar na poeira,
Tens a graça subtil e feiticeira,
A doçura das curvas e da chama

Do teu olhar um fluído se derrama 
De tão suave, cândida maneira
Que és a sagrada pomba alvissareira
Que para o Amor toda a minh'alma chama.

Meu ser anseia por teu doce apoio,
Nos outros seres só encontro joio
Mas só no teu todo o divino trigo.

Sou como um cego sem bordão de arrimo
Que do teu ser, tateando, me aproximo
Como de um Céu de carinhoso abrigo.

Modesto

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