terça-feira, 23 de junho de 2015
ECOS DAS MONTANHAS
Uma voz rompe o barulho do vento,
Vem-me aos ouvidos das longas montanhas.
Seu eco romp' a nudez do pensamento
E liberta a dor das minhas entranhas.
E ouço da minha alma um lamento,
Como as canções que me soam estranhas.
Ficam memórias no esquecimento...
Aqueles ecos não são mais que artimanhas.
Atmosfera que me faz correr isento,
Faz-me sentir reflectidas suas sanhas
Em tons amarelecidos de momento.
Mas amainam-me estas dores tamanhas:
Fico em paz com as dores e intento
Absorver a quietude das montanhas.
Modesto
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