Quando do campo as vadias ovelhas
Voltam, à tarde, joviais, balando...
Com elas o pastor volta cantando
E fulge o ocaso em convulsões vermelhas.
Nos beirais das casas ou sob as telhas,
As andorinhas esvoaçam em bando...
E o mar, tranquilo, fica cintilando
Ao sol que morre às últimas centelhas.
O azul dos montes altos à distância...
Nos bosques, no ar, a cândida fragância
Dos aromas vitais que a tarde exala.
Ás vezes, longe, solta, na esplanada,
A ovelha errante, tonta e desgarrada,
Perdida e triste, pelas outras bala...
Modesto
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