21_06

MADRUGADA SILENCIOSA








A noite calou-se e emudeceu
Por todo o canto dado à madrugada.
Minh' alma inquietou-se acordada
Sozinha ali, no quarto, entregue a seu breu.

Nem som de carros, passos, risos... nada!
Nenhum barulho se fez, transcorreu,
No tempo qu' o destino concedeu
Ao meu penar, na noite enluarada.

Tentei ouvir corujas ou latidos...
Mas, os minutos meus emudecidos
Fizeram-me da solidão cativo...

Só silêncio ouvi. Nenhum ruído.
Perguntei à madrugada, constrangido:
Será qu' este meu eu 'inda está vivo?!

Modesto
 

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