sexta-feira, 7 de julho de 2017
O VELEIRO QUE QUER PARTIR
Num porto estranho, num mar de mau aspeto
Há um grande veleiro de formas bizarras.
Há muito flutua nas ondas, inquieto,
À espera que lhe afrouxem as amarras.
Com paciência, vai fazendo esforço,
Sem o vento a passar, ele s' embalsama,
E sonha que vai partir... Empina o dorso...
Bamboleia-se, gentil, como uma dama!
Dentro, a maruja acorda, ao ruído:
deita amarras ao mar, sonda seu ouvido,
Alerta, seu coração bate... Olhar aceso!
Mas o veleiro continua oscilando:
Mas, oh! Quando poderei eu partir, oh! Quando?
Eu que não sou da terra, à terra 'stou preso!
Modesto
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
NA MINHA FORJA
Estão aqui meus versos fabricados Nesta forja subtil, do coração: Verdes, roxos, azuis ou encarnados, Lembram a dor ou são uma canção. São m...
-
Devagar que 'inda agora era Setembro De areias tocadas de sol e vento!... Desse odor a mar, ainda me lembro, Vem Outubro tão calmo e ter...
-
Vou contigo por estas cordilheiras! Põe teu manto e bordão e vem comigo, Atravessa as montanhas sobranceiras E nada temas do mortal perigo! ...
-
Ó tu do grande amor fiel traslado Mariposa, entre as chamas consumida, Pois se à força do ardor perdes a vida, A violência do fogo me há pro...

Sem comentários:
Enviar um comentário