terça-feira, 4 de abril de 2017
A LUA E O POETA
Lua de prata, poeta apaixonado
Qu' em delírios, versos de amor entoa,
Pelo seu brilho subtilmente inspirado,
Na harmonia de seus cantares em loa.
Mesmo que em seu âmago a dor lhe doa
E, em pranto, seu coração vê mergulhado,
Por entre dedos, a inspiração ecoa,
Até qu' a sorte do amor tenha voltado.
Poeta canta à lua, sua amada:
Dele a lua também 'stá enamorada
E entre brilhos consola-se, arredia.
Num silêncio descarado, adornada,
Ele espia-a até à madrugada
E inebria-se com sua poesia.
Modesto
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