segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
A ROSA DO MEU SONHO
Pra apanhar uma rosa me debruço
No muro ao crepúsculo e não desço,
Vem aurora afogada em soluço
Abrilhantar a pena de que padeço.
A rosa foi o começo do percurso ,
Tinha na memória o que esqueço.
Seria o amor onde me embuço,
Ou o pólen de luz onde entardeço?
Ó rosa vermelha, ó minha calma,
Escrava da esperança que suponho,
Leva-me cativo na serena calma!
Não tens pena do risco que me imponho
Mesmo que ele liberte o meu sonho?
Fico cativo de quem me prend' a alma,,,
Modesto
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