terça-feira, 17 de maio de 2016

DILEMA



















Considero-me gente aventureira
P'lo amor à terra que me deu o sonho.
Mas... encontro-me parado na fronteira,
Não sei se recuo ou se a transponho.

Estou preso pelo ideal do sonho,
Na solidão da idade derradeira...
Quando escrevo um poema, suponho
Que ficará vivo prá vida inteira.

Sempre lutei contra o imprevisto,
Fiz-me até vento, mas não resisto
Àquela vontade de ir mais além.

Levanto os olhos pró o céu e penso:
Tenho pés pesados, o mundo é imenso!
Só me resta sonhar como um refém...

Modesto

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