sábado, 20 de fevereiro de 2016
NO BRILHO DA NOITE
À noite, o infinito se levanta,
Há luz do luar, pelos caminhos quedos,
A minha sensibilidade é tanta
Que até sinto o cosmos nos meus dedos.
Quebro a prisão dos meus sentidos tredos,
Ponha a minha mão, por fim, na garganta,
Estrangulo o mundo com os seus segredos
Que todas as coisa íntimas suplanta.
Ausculto, agarro, prendo e invado
O infinito e indeterminado
Nos paroxismos de super estesia.
E ouso transpor o átomo mais rude,
Encho o espaço com plenitude...
Bela a noite fulgurante, mas fria!
Modesto
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