quarta-feira, 11 de novembro de 2015
LUA CHEIA
A tarde está tão serena que parece
Que vem do hálito que sobe do teu sono,
Enfeitiçada de calma, a tarde desce
E vejo-te ir nas nuvens abandonada.
Vais já longe, no mar, mas lenta e leve
A exalar belos sonhos desse sono.
E é do teu brilhar que minha mão escreve
Tudo o que revejo do teu abandono.
Dormes como o voo duma ave leve
E vejo-te em pleno mar de luz e céu,
Linda e absorvida no teu sono leve.
Vais abandonada nesse pó de estrela.
Quem me dera poder voar assim p'lo céu!
Só te posso observar da minha janela...
Modesto
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