terça-feira, 18 de novembro de 2014
UM SUSTO AO LUAR
Noite, céu estrelado, murmúrio brando.
De trás da serra, quase insensivelmente,
A lua estende o seu manto, clareando
A colina e a solidão ambiente...
No alto, está a neve branca luzindo,
A lua plana no grande céu dormente,
A Via-láctea acende, refulgindo,
Estrelas, ao milhões, brilham docemente...
Tudo dorme! Há, p'lo espaço, aroma
Forte a bodum. Duma baixada assoma
Um vulto sombrio, à luz da lua cheia.
Ao vê-lo, o meu instinto é fugir!
Mas ele, com um urro, foge, por sentir
Que nesta clareira, o luar o prateia...
Modesto
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