terça-feira, 13 de maio de 2014
SÓ, NA NOITE, À BEIRA DOURO
Era uma formosa noite de luar!
Uma alva neblina se condensara,
Ia colorind' o ar ao evaporar
E cintilantes reflexos de luz quebrara.
Um frio orvalho denso se retratara
Num desvalido colorido pelo ar
E um branco floco de nuvens alvejara
A pequena cascata a desaguar.
Tudo era solidão debaixo do céu
Sem estrelas, sem lua... escuro de breu,
Restou mortiça luz naquel' imensidão.
Eu divagava num campo d' isolamento,
Fantasiava imagens no pensamento,
Ardia em ansiedade e paixão.
Modesto
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
PERFEIÇÃO
A perfeição é a celeste ciência Da cristalização de santos encantos, De abandonar os mórbidos quebrantos E viver de uma oculta florescência....
-
Horas de sombra, de silêncio amigo Quando há o encanto da humildade E que o Anjo branco e belo da saudade Roga por mim no seu perfil antigo....
-
Devagar que 'inda agora era Setembro De areias tocadas de sol e vento!... Desse odor a mar, ainda me lembro, Vem Outubro tão calmo e ter...
-
Vou contigo por estas cordilheiras! Põe teu manto e bordão e vem comigo, Atravessa as montanhas sobranceiras E nada temas do mortal perigo! ...
Sem comentários:
Enviar um comentário