terça-feira, 13 de maio de 2014
SÓ, NA NOITE, À BEIRA DOURO
Era uma formosa noite de luar!
Uma alva neblina se condensara,
Ia colorind' o ar ao evaporar
E cintilantes reflexos de luz quebrara.
Um frio orvalho denso se retratara
Num desvalido colorido pelo ar
E um branco floco de nuvens alvejara
A pequena cascata a desaguar.
Tudo era solidão debaixo do céu
Sem estrelas, sem lua... escuro de breu,
Restou mortiça luz naquel' imensidão.
Eu divagava num campo d' isolamento,
Fantasiava imagens no pensamento,
Ardia em ansiedade e paixão.
Modesto
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