quarta-feira, 4 de abril de 2012
DOMINGO DE PÁSCOA
De manhã, corre, ao Horto, Maria,
Encontra VIVO o Pai do Amor!
Depois do beijo, numa noite fria,
Enfoca-s'o discípulo traidor.
Maria viu um rosto que sorria,
Com Face iluminada de candura!
Sua Beleza e Sabedoria
Muda a aflição em sã ventura!
A correr, a mulher como criança,
Leva a notícia tão amável
Aos Discípulos cheia d'Esperança:
Ele vive! Boa Nov'importante!
Recordam a Bondade inigualável:
«Amai-vos como Eu»: É o bastante!
Modesto
6ª FEIRA SANTA
Cinzenta manhã de triste julgamento
Do Inocente enviado aos Juízes!
Eis o Cristo que não prenderam no Templo...
E o povo lá vai às suas raízes!
O vento leva esta triste notícia:
Foi condenado o Mártir dos Tempos!
A plebe festeja com grande malícia,
Por o Divino Réu ir prós sofrimentos!
No alto Gólgota, tudo se anima...
A vitória fulge aos Fariseus,
De livre vontade, querem paixão, dor!
Vendo o Sofredor, a fé se reanima
Nos homens que lembram o Rei dos Judeus
Que sofre pelo Seu grande Amor!
Modesto
A FÉ
Gente sem fé não pode compreender
Da vida a luta, da morte o segredo:
Só a Luz transmitida a cada ser,
Faz saber da História seu enredo.
A fé - claridade e alvorecer -
É alimento da alma desde cedo
De quem busca a verdade, o saber,
Com esperança, com amor e sem medo.
Ninguém vive sem ter uma sua fé:
No dinheiro, na saúde... na virtude,
Se for pessoa sã, serena e boa.
Porque a existência como é,
Reflecte a fé em sua magnitude
E é dada por Deus, que tud'abençoa.
Modesto
terça-feira, 3 de abril de 2012
A FONTE DONDE JORRA O PERDÃO
Pregado de pés e mãos sem lutar,
Cravado na Cruz, és escarnecido,
Braços abertos... Com' é dolorido!
Consagraste o Amor nesse Altar!
Quando, próximo do Teu expirar,
Outorgaste o perdão num gemido
E absolveste, com o fel bebido,
Os que Te 'stavam a crucificar!
Esquecido de Ti, com piedade,
Ao bom ladrão fizeste como filho,
Concedendo-lhe o Reino também!
Conhecendo bem a Humanidade,
Disseste a Maria: «Eis Teu filho»
E a João: «aí tens tua Mãe»!
Modesto
HO!... MUNDO! PRA ONDE VAIS?
Mundo, Porque Me deixaste abandonado?
Eu Sou o teu Criador, o teu Pai Eterno!
Eu sofri tanto pra te livrar do Inferno...
E, pela tu' ambição, Fui Crucificado!
Continuas com teu ídolo e pecado
E ficas cego com o fulgor do moderno,
Vives no meio das nuvens negras d'Inverno
E matas cruelmente o fruto fecundado!
Virá um dia que teu fim atingirás,
Despertará, pra ti, a Luz da Alvorada,
Então, ouvirás esta voz: «Não matarás»!
Eu triunfei na batalha com Satanás!
Guiar-te-ei p'la obscura encruzilhada...
Na Minha Morada, Mundo, habitarás!
Modesto
POR NÓS, TE ENTREGASTE, SENHOR!
O Verbo de Deus desc'ao mundo já velho,
Sem se desligar de Deus que é Seu Pai.
Lançada a semente do Evangelho,
Entrega a vida, pró Calvário vai!
É um "amigo" que Te vai entregar
Aos Teus inimigos - Ó Meu Salvador!
E, Tu já sabendo, não te vais zangar,
Antes, dás-lhe o Pão Vivo do Amor!
Teu Corpo dás como Alimento Novo,
Teu Sangue, como Bebida Verdadeira!
Viverás pra sempre junto do Teu povo
Ligado a Ti, como ramo à videira.
Hóstia Santa, Penhor de Salvação,
Perene Manancial de Eterna Vida,
Ajuda-nos a vencer a 'scravidão,
Dá-nos força pra vencer a fadiga.
Ao Senhor Uno e Trino demos glória,
Cantemos em Seu louvor, sem estagnar!
A todo o Homem conced'a vitória
Da vida d'Amor, sem voltar a pecar!
Modesto
segunda-feira, 2 de abril de 2012
MISTURA DE DOR E ALEGRIA
Toda a vida que vivi está comigo,
Tanto alegria, como tristeza, dor...
Memórias em verso que hoje digo:
São Natureza, beleza e amor.
Do real da vida quero separar
A noite obscura dum belo amanhecer.
Procuro o melhor prá alma s'amparar
E viver o bem melhor que merecer.
Não é engano: Hoje nada consigo,
Por estar cansado de tanta cicatriz.
A minh'alma é terreno de castigo,
Meus sentimentos perdem-se na raiz.
O meu corpo não deixa de ser pó!
Em cada dia, a noite também 'stá...
Eu sou livre mas com temporais de dó,
Reconheço qu'ando pra lá e para cá!
Sinto que esta vida vale tão pouco!...
Viv'o destino que me vem da raiz...
Por vezes, posso até passar por louco,
Mas 'stou convencido que vivo feliz!
Modesto
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