domingo, 14 de julho de 2024

AMOR NUM SONETO

 Fique o amor onde está! Seu movimento
Nas equações marítimas se inspire
Para que, feito o mar, não se retire
De verdes áreas do vão lamento.

Seja o amor como vaga ao vago intento
De ser colhida em mãos; nela se mire
E, fiel ao seu fulcro, não admire
As enganosas rotações do vento.

Como o centro de tudo, não se afaste
Da razão de si mesmo, e se contente
Em luzir para o lume que o insolara.

Seja o amor como o tempo: Não se gaste!
E, se gasto, renasça, noite clara
Que acolhe a treva, e é clara novamente!

Modesto

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É o sopro inicial, Verbo primeiro Que do nada faz corpo e consciência, É fonte intemporal, fogo inteiro, Onde o tempo se apaga na existência...