sexta-feira, 14 de setembro de 2018
LUA NOVA
Ó lua, lua triste, amargurada,
Fantasma de escuridões vaporosas,
A tua luz escura ciliciada
Faz murchar e congelar flores e rosas!
E, nas floreadas searas ondolosas,
Cuja folhagem não brilha orvalhada,
Passam sombras de bruxas, sim, nervosas,
Pois não vêem múmia amortalhada.
Filtros dormentes dão aos lagos quietos,
Ao mar, ao campo... os sonhos mais secretos,
Que vão pelo ar notâmbulos, pairando...
Por isso, ó lua nova dos espaços,
Abre, ao menos para mim, os braços
Assim frios e trémulos, mas... amando!
Modesto
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