quinta-feira, 8 de junho de 2017
O CAVADOR
Com a lanterna dum sonho bem restrito,
Vai para os campos, os mais intragáveis...
Na alma, profundo soluçado grito,
Vai abafando as queixas implacáveis.
Ânsias, desejos... coração contrito
Sente. Vê no céu estrelas inefáveis,
O cavador observa o infinito...
Cava desde altas eras insondáveis!
E quanto mais ele nos seus campos cava,
Mais a lavoura se transforma em lava
E seu suor corre todas as distâncias.
Alto levanta a lanterna do sonho!
E com o seu corpo pálido, tristonho,
Cava objectivos com eternas ânsias!
Modesto
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