17_06

NÃO CULPES OS OUTROS



















Não culpes ninguém pelo teu fracasso:
Tens sangue burguês, vives na penúria?
No mundo imenso, não dás um passo...
Ficas preso nos grilhões da lamuria!

Vai! Recolhe em ti cada pedaço
Que quebraste num momento de fúria,
Ganha a vida com força do braço,
Se não tens comida, vai e procura-a!

E tira a máscara da derrota
Que te estampa a marca no rosto,
Não vivas de desgosto em desgosto.

Reúne forças, ergue-te do lodo,
Vive! Põe os olhos no mundo todo,
Trabalha, mas com vontade e gosto!

Modesto

Sem comentários:

Enviar um comentário

POEMA MODERNO, SAUDADE

Que saudade do menino que eu era... Ouvia o riso das flores,  Das borboletas no jardim! Até o orvalho tinha cor, O céu sorria de amor! Caía ...