quarta-feira, 20 de abril de 2016
BOSQUES SEDENTOS
Quando os musgos já são entardecidos
E as flores ficam assim tão enxangue,
Há locais perdidos e desbastecidos,
Flores desmaiam, com uma cor de sangue.
Sobr' o bosque cai a tarde cinzenta
E a estrela da noite o subjugou,
Pendem as hastes de uma forma lenta,
Cansada, a corola s' esboroou.
Os cílios baixam-se, pedindo chuva,
Quase como na vinha murcha a uva
E tudo fica seco e esgotado.
Vejo isto e lágrima m' escapa,
Nem a sombra dos pinheiros forma capa...
Só fico contente se for orvalhado.
Modesto
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