segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
AMOR QUASE PERDIDO
Passo noites a lembrar os retalhos,
Bocados dos meus tempos de ternura.
Com eles faço caminhos, atalhos...
Perdido em montanhas d' aventura.
Por entre árvores vejo espantalhos
Que afugentam os pássaros - loucura!
Tropeço nas estradas de cascalhos...
Quero levar, ao meu amor, ternura.
Eu nunca pensei que doesse tanto
A falta d' amor e o desencanto
Que picam como espinhos da flor.
Levo um recado à minh' amada,
Com a alma quase dilacerada,
Pois não é justo perder o amor.
Modesto
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