quinta-feira, 23 de julho de 2015
PASTORA, MUSA DOS MEUS VERSOS
Ó Pastora,, umas palavras, eis um verso:
Doze sílabas a dizer coisa nenhuma!
Esforço-me no devaneio? Não impeço
Qu' o quarteto sej' inútil como 'spuma.
Está na hora de ter mais serenidade,
Senão a Musa me dará um não eterno.
Chamo a rima que lhe dá eternidade
E juro-te, ó Pastora, uma amor terno.
Falar-te d' amor, Pastora, é qu' eu queria,
Mas as Fadas já não perseguem teu poeta:
Deixam apenas promessas de poesia!
Matéria bruta não cabe no terceto.
Se Cupido me lançasse sua seta,
Tinha a chave pra trancar este soneto!
Modesto
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
VEM VISITAR-ME
Já é tempo, Senhor, de visitar-me Neste casebre do meu coração; A porta está aberta, vem escutar-me, Ouvirás esta humana confissão: Há muito...
-
Horas de sombra, de silêncio amigo Quando há o encanto da humildade E que o Anjo branco e belo da saudade Roga por mim no seu perfil antigo....
-
Devagar que 'inda agora era Setembro De areias tocadas de sol e vento!... Desse odor a mar, ainda me lembro, Vem Outubro tão calmo e ter...
-
Vou contigo por estas cordilheiras! Põe teu manto e bordão e vem comigo, Atravessa as montanhas sobranceiras E nada temas do mortal perigo! ...

Sem comentários:
Enviar um comentário