terça-feira, 21 de julho de 2015
INGRATIDÃO
Nunca mais esqueci... Era criança!
No meu lindo quintal, ao sol nascente,
Plantei, com minha mão pequena, mansa,
Uma laranjeira adolescente.
Era minha íntima esperança
Que frutificasse suavemente.
Mas foi frutificar prá vizinhança:
Pendeu-se sobre o muro da frente!
Eu pedia laranjas às vizinhas.
Mas as doces laranjas eram minhas!
Agora, longe dos muros, semeio!
Aquela magnífica laranjeira
Continuou com a mesma asneira:
Dava os frutos ao pomar alheio!
Modesto
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