sexta-feira, 1 de agosto de 2014
MEDITANDO AO ENTARDECER
Eu estremeço entre a dor passada
E a dor que chega, quando a noite desce!
'Inda posso semear de novo a messe
Com a alma ao vento abandonada!
Vivo à espera doutra estocada!
Mas não desanimo, faço minha prece:
Então, meu ânimo reaparece
E a noite fica toda iluminada!
Sou, na 'splanada aberta desta vida,
Ao fim de cada dia, alma despida
Que ventanias doidas esfarraparam.
Mas sonho! Ah! em convulsão violenta...
Que Celestial Fonte me alimenta
E que insondáveis dons me ampararam!
Modesto
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