quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
DESENCANTO
É a tarde que foge e são medonhos
Os esforços que faço pra ir buscá-la
Pois quero contar-lhe todos os meus sonhos
E pedir-lhe um sorriso ao fitá-la.
Mas... silenciosa, ela de mim zomba
E nem sequer me estende a sua mão!
Sua tristeza já é fruto da sombra...
Isso entristece mais meu coração!
Quero luz! Mas sei que a noite existe
E é um tempo tão lento e tão triste...
Ó tarde, tens um horizonte que arde!
Lá vai ela, de soluços carregada.
Deixa a lua que não alumia nada...
Deixa cores de beleza... Pobre tarde!
Modesto
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