Que lindo é o rouxinol,
Quando na primavera canta
E seu cantar é melhor
Se o canto lhe sai da garganta.
O milhafre é predador,
Mas a cobra é bem astuta.
O melro é grande senhor,
Quando a cotovia escuta.
O cuco é mais ponderado:
Põe os ovos noutro ninho
E assim fica sossegado...
Outros o tratam com carinho.
O tordo é destruidor,
Esconde-se no nevoeiro
E voa como o condor,
Nidifica no salgueiro.
É tão bela a codorniz
que se esconde nos sargaços.
Voa a águia feliz:
Conhece todos os espaços.
A andorinha é tão linda
Qu'o lavrador deix' encantado
E ela é sempre bem vinda
Ao beiral do ano passado.
A boieira é colorida
A correr pelo lavradio,
De preto e branco vestida,
Apanha o morcão vadio.
As aves são encantadoras
Dão alegria ao lavrador
E todas elas são cantoras
De belas canções de amor.
Modesto
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Eu sabia que haveria coisa nova para eu admirar!!! As andorinhas!!! As horas que, ao entardecer, na minha meninice, passávamos com o meu pai a dar-nos (eramos três filhas e todas o ladeávamos quando, voltava do trabalho duro do campo) a explicação imaginada e romântica do vai e vem das andorihas,àquela hora do dia!!!Ainda lá estão as escadas de granito bruto e que sempre me falam desses tempos de ingenuidade, de ternura, e agora, de tanta e tão doce saudade!!! A sua poesia sempre encaixa na vacuidade das almas que têm memória e, aí, refazem a sua história de vida!!!Obrigada, Modesto, pela nostalgia e fascínio deste momento!!!
ResponderEliminarO comentário da Raiana, despertou, em mim, uma saudade imensa do tempo em que o nosso pai, sentando-se, diariamente, nas escadas, dizia com uma grande alegria: "Já chegaram as andorinhas!"
ResponderEliminarLá íamos todas para confirmar a notícia! E, todas nos sentíamos, cada vez, mais unidas, junto daquele homem simples e trabalhador, mas com uma sensibilidade suficiente para sentir alegria com a chegada das andoinhas que vinham procurar o ninho que haviam deixado no beiral da nossa casa, ou fazê-lo de novo, caso não estivesse lá!
Obrigada por esta oportunidade de recordar a minha infância, tão feliz, junto dos que mais amava!