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Rejubila, Mãe da
Luz sem ocaso, |
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rejubila, reflexo
da claridade de Deus, |
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rejubila,
ausência total da corrosão da mentira, |
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rejubila,
estandarte que nos mostra a Trindade. |
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Rejubila, porque
expulsaste o tirano do seu reino, |
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rejubila, porque
nos mostras a Cristo Senhor, amigo dos homens (cf Sb 1,6), |
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rejubila, porque
destronaste os ídolos pagãos, |
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rejubila, porque
nos libertaste das nossas obras vazias. |
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Rejubila, tu que
extinguiste o culto do fogo pagão, |
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rejubila, tu que
nos libertaste do fogo das paixões, |
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rejubila, tu que
conduzes os crentes até Cristo, Sabedoria de Deus (cf 1Cor 1,24) |
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rejubila, tu que
alegras todas as gerações. [...] |
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Rejubila, templo
da imensidão de Deus, |
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rejubila, pórtico
do mistério escondido desde todos os séculos, |
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rejubila,
novidade inacreditável para os descrentes, |
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rejubila, boa
nova para todos os crentes. |
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Rejubila, carro
do que está sentado sobre os querubins (cf Sl 80,2), |
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rejubila, trono
daquele que está acima dos serafins (cf Is 6,2), |
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rejubila, ponto
de união de todos os contrários, |
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rejubila, fusão
da virgindade e da maternidade. |
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Rejubila,
propiciadora do perdão dos pecados, |
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rejubila,
restauradora do paraíso, |
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rejubila, chave
do Reino de Cristo e porta do Céu, |
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rejubila,
esperança dos bens eternos. [...] |
quarta-feira, 29 de dezembro de 2021
REJUBILA, MARIA, MÃE
quinta-feira, 23 de dezembro de 2021
E O VERBO FEZ-SE CARNE
Das janelas da casa Nazarena,
Por entre vicejante trepadeira,
Um ninho temporão de escrevideira
Lobrigaram os dois, em tarde amena.
E, seus olhos, ao ver tão linda cena
- A mãe que aos filhos traz, alvissareira,
Alimentos colhidos na ribeira -
Encheram-se de luz ultraterrena.
E viram uns olhitos de Criança
Que hão-de inundar de bem-aventurança
O ninho ora acabado de fundar.
Seus corações ficaram como em brasa
E julgaram ouvir por toda a casa
Vagidos dum Amor que há-de chegar.
sábado, 18 de dezembro de 2021
NATAL: SÃO SÓ PALAVRAS...
Ó meu Menino Jesus
Que és do mundo Redentor,
Carregaste em Tua Cruz
De nós sofrimento e dor.
Naquela gruta nasceste,
Nas palhinhas nada mais;
Como agasalho tiveste
Só o bafo de animais.
Dos fiéis és confiança,
Dos pobres és maior bem,
Dos infelizes, esperança
Que a sua vida contém.
E, por ser Natal, dão prendas,
Por ser Natal, dão sorrisos,
Como se d' olhos com vendas,
Vão vivendo de improvisos...
quarta-feira, 15 de dezembro de 2021
NOITE
Noite escura que ficas entre dias
Como o vale, entre montes, apertado,
Não me contes histórias tão sombrias,
Pois tenho o coração amargurado.
Porém, ó noite, também ofereces
O riso das estrelas luminosas;
No silêncio noturno também teces
Os crepes perfumados dumas rosas.
De noite, o Deus Menino, em ti nasceu
E uma estrela esse Bem anunciou;
E, de noite, o Senhor ressuscitou
Para, dias depois, subir ao céu.
Ó noite, minha terna e doce irmã:
Afasta desta alma a solidão!
Que nesta vida, sejas essa manhã,
Sem poentes e sem escuridão.
sexta-feira, 26 de novembro de 2021
SEMPRE MAIS
Dez anos se passaram tão depressa!
Como o ninho feliz de uma criança,
O sonho que se fixa na lembrança
E toma a cor azul duma promessa.
Qu' o sonho é realidade, bem no expressa
Nossa alegre presença na aliança
Do hoje que semeia na esperança
Ao ontem que da ceifa já regressa.
A nossa festa lembra um Bom Natal:
Família que bem cumpre o ritual
De unir-se mais a Deus, na paz do lar,
Para voltar depois fortalecida
Ao campo do trabalho, decidida
A vitória maior inda alcançar...
segunda-feira, 15 de novembro de 2021
AS ÁRVORES
Do homem são a riqueza,
Filhas da mãe natureza,
Suas grandes protectoras;
Nas belas copas frondosas,
Ninho fazem, cuidadosas,
As aves encantadoras.
E quem sob elas se deita,
A sua sombra os deleita
E assombra em singeleza;
São puros pulmões da terra,
Irmãs do campo, da serra,
Filhas da Mãe Natureza.
Dão-nos frutos saborosos,
Seus sucos deliciosos,
Em vigor, consoladoras;
Quais rainhas da floresta,
Nelas a vida faz festa
Suas grandes protectoras.
Sem árvores, não mais há vida!...
Que não gema a terra f'rida,
Sob as mãos destruidoras;
Nunca as crianças transmitam
A dor que em silêncio gritam
As árvores encantadoras.
segunda-feira, 8 de novembro de 2021
MORRER DE SOL
Ó noite sem luar!
Donde vens? Aonde vais?
Não tentes, ao passar,
Nutrir-me de teus ais.
Não ouses nesta solidão
Verter a tua escuridão.
Passa, passa de largo,
Não me tornes amargo
O caminho em que vivo.
Nem me toques no sol; tenho-o cativo
E nele me regalo.
A ti nunca o darei
- Não sabes estimá-lo.
E, além disso, eu sei
Que o sol é o teu veneno.
Se ele surgir, não há galeno
Que te livre da morte.
Morrer de sol... Que triste sorte...
Modesto.
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