sábado, 8 de fevereiro de 2014

SENHOR DA MISERICÓRDIA






















O amor de Deus é árvore com flor,
Sua Lei é o fruto fortificante!
Quem n'Ele confia entoa louvor,
A Misericórdia é confiante!

Do Seu coração brota a bondade.
O seu atributo é Misericórdia,
Fonte do Mistério da Trindade
E o intelecto humano, concórdia!

Misericórdia traz felicidade!
Sois um manancial de boa vontade,
Confio em Vós e no Vosso desígnio!

Sim! Brota da chaga do Teu coração!
Teu amor é minha justificação...
Pelo Baptismo, tornas-me co-divino!

Modesto

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

PURO PERFUME

















És a flor do meu jardim.
És o perfume no ar...
Tu és a flor do jasmim,
És a noite de luar!

Tu és a paz do meu mundo
Que não quero afastar,
Nem sequer por um segundo,
Tua ternura no dar!

És a mão que me ampara,
Presença que não demora,
Força que não se compara,
Carinho d' alma que chora!

És um pedaço de mim:
O meu pedaço perfeito,
Aconchego de cetim...
És pérola no meu peito!

És companhia constante:
Sorris e choras comigo!
Não importa a distância...
Serás sempre meu abrigo!

És o perfume da flor
Que paira no meu jardim:
Perfuma-me teu amor,
Despertas amor em mim!

Modesto

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

NOITE QUE NÃO AMANHECE
















Enigmático silêncio!  Nele existe
Uma luz momentânea que não dorme!
É a noite irreal, cega, disforme...
Que a torna mais amarga e mais triste!

Fantástico silêncio furibundo!
Acende-se aos meus olhos como velas,
Apenas se ilumina p'las estrelas
Ou luz das cidades pálidas do mundo!

Lá fora, vejo negro frio caído
E vento a soprar contra as muralhas
Do Castelo - silêncio envelhecido!

O que se perdeu da noite, 'stá perdido!
Tudo dependurado nas cordoalhas
Que lembra um fantasma adormecido!

Modesto

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

ENCONTRO
















Vou falar como o vento fala às folhas,
Com' a brisa ameniza o coração.
Não quero tapar o silêncio com rolhas,
Quero ouvir vozes cantar em união!

Quero dar a paz como boa sensação
No fluir da alma que está bem presente,
Neste encontro, com mágica satisfação...
É como encontro d' amizade atraente!

Talvez cada palavra transcenda encanto.
Talvez os sorrisos nos recordem segredos
Da vida em comum, minúsculo instante...

Recordar a vida vivida e errante,
Ou ouvir os colegas falar dos seus medos...
Sente-se no coração, sorrisos de espanto!

Modesto

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A NUVEM
















Sob um céu azul, aparentando bonança,
Passa a nuvem clara em franjas de onda.
A vaga que dorme no mar e não estronda,
Não traz convulsões, mas uma tormenta mansa.

Bruma, sonho da terra, ergue-se, avança,
Procura, de forma fugaz, e s' esbarronda:
Aqui se rasga, ali cai ou s' arredonda...
Bóia que rebola ao vento e balança.

Sonhos, bruma secreta, anseios e dores,
Sobem-me da alma livres, espaço fora,
Na lenta indecisão de frescos amores...

Queria eu pairar na luz por um momento,
Ser  nuvem que arrasta teu olhar... Embora
Pudesse haver grande desmoronamento!

Modesto

domingo, 2 de fevereiro de 2014

A MISERICÓRDIA DO MEU SENHOR

















 Vagueia minha vida numa barca,
Entre as sombras e escuridão!
Não vejo, na terra, uma marca
Que me guie nesta imensidão!

A menor luta faz-me definhar,
Caindo meu barco no turbilhão!
Se Deus, por mim, não 'stiver a velar,
Cada instante, é ocasião!

Entre 'strondo da onda ululante,
Navego tranquilo porque confio!
E olho, humilde, pró mais distante,
Porque, com Jesus, meu barco guio!

À minha volta, há do mar pavor,
Mas na minh' alma, há serenidade!
Pois, Convosco, não pereço, Senhor,
Tenho 'sp'rança na Vossa caridade!

Ao meu redor, perigos em voragem,
Mas não temo: o céu 'stá estrelado!
Navego alegre e com coragem,
Depois do coração purificado!

Levo a vida com serenidade,
Tudo por uma única razão:
Meu testemunho é de humildade,
Sois o meu Deus, o meu Guardião!

Modesto

sábado, 1 de fevereiro de 2014

DIA FRIO E CHUVOSO















Chuva fina a enlodar a terra,
Lembra cortina húmida de seda!
Por de trás das nuvens, o sol encerra,
O mundo é cinza! Chuva em queda!

Frio! Convida: Casacos de lã!
El' obriga-me a agasalhar.
Deixo meus planos para amanhã,
Porque estará melhor - Se calhar?!

O tempo passa e a chuva cai,
Água na terra que se embriaga...
Eu balbucio poemas d' amor!

A chuva cai enquant' o tempo vai
E vem também o vento que estraga
A vida fria e a minha dor...

Modesto

ESTRADA

Quando cheguei ao fim daquela estrada, Chegou também o sonho da partida, Mas vi que era mais uma encruzilhada Que foi surgindo ao longo dest...