sexta-feira, 17 de maio de 2013

tudo o que sonhei não foi perdido
























Sonhei muito e antes de vivido.
Era perfeito, lúcido, divino...
E tudo o que sonhei não foi perdido,
Nas ondas caprichosas do destino.

O que as fadas em mim depuseram:
Coisas de ser e de não ser... Contrárias!
E tantas emoções em mim cresceram
Tumultuosas, carinhosas... Várias!

Eu já sonhava dentro de um ser
Que m'ensinou a sonhar pra viver
A minha vida luminosa e calma.

Se desdobrarem gestos de menino,
Encontrarão restos desse ensino:
Actualidade de sonhos d'alma!

Modesto

quinta-feira, 16 de maio de 2013

ALMA SERRANA

























Alma serrana de consciência pura,
Assim eu quero a vida que me resta.
Saudade é viver na dor e na amargura
A diluir-se ao longe sem fazer festa.

E, não me tentem rotas da aventura,
Pois eu já sei que minha vida é esta.
É difícil 'star longe da tua altura!...
Quando vou à serra, trago uma giesta.

Meu poema é fácil de entender,
Como a chuva faz a planta crescer,
Como a raiz bebe da água corrente.

É fácil ou difícil um tema obscuro?
Lá, tenho um cantinho atrás do muro.
Lá, vejo o pôr do sol! E toda a gente!

Modesto

segunda-feira, 13 de maio de 2013

AMANHECER NA ALDEIA





















Inspirado em nada, p'la via seguia,
Percorrendo trilhos que já mal percebo,
A genuína extensão da utopia
É o sopro da'sperança que recebo.

Os arcaicos lugares da saudade,
Perto dos belos umbrais da minha porta,
Fazem-me fermentar a ansiedade
Na lembrança da flor que já está morta.

Ao rever este lugar tudo faz jeito.
Ainda os cheiros dormem no meu peito,
É a saudade que tudo acordou!

Num último olhar, até a aragem
Me fez ver que é a mesma paisagem
Que o meu coração sempre guardou!

Modesto

quinta-feira, 9 de maio de 2013

SEGUE-ME












Segue-Me, vem comigo.
É um desafio pra seguir os passos de Jesus,
Não por obrigação ou por castigo,
Mas com a certeza da vida plena, mesmo com a Cruz.

Tu me convidas a ir conTigo,
Como de uma criança a simplicidade,
Como de um filho amado a liberdade,
Como de um discípulo a docilidade...
Vou! Basta-me saber que vou conTigo!

Modesto

sexta-feira, 3 de maio de 2013

DESAFIO

















Olho para o alto e vejo a montanha.
São muitos os desafios e as descrenças...
A insegurança é tamanha!
Mas eu tenho em mim forças poderosas
Que precisam ser despertadas
E ouso despertar as esperanças desejadas.
Acredito e transformo os sonhos em realidade,
Olho para o alto e cada desafio traz-me vontade
Para reforçar a luta
E vencer com determinação a labuta.
Isso dá-me mais poder
Para chegar lá cima e ver
Com uma sensação esquisita:
A montanha a meus pés,
É o prazer supremo da conquista!

Modesto

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O POVO DO MEU POVOADO

 
No meio do céu estrelado,
Numa noite em qu'o meu povo
Tinha tudo preparado
P'ra mudar, para ser novo,
 
Refloresceu-lh'a memória,
Reeditando o rogo,
Lembrando a sua história,
Querendo nascer de novo.
 
Fizeram muitas doçuras
Mas com açúcar a rodo,
Pra abolir as amarguras
E querer nascer de novo.
 
E parece renascer:
Primazia ao importante,
Sonho a florescer...
Meu povo é int'ressante!
 
Modesto




















 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

ONDE O VERDE DA MONTANHA?
















Olha, vê: Já murchou a bela camélia!
Trouxe-a da japoneira da Amélia,
Num belo dia ao entardecer...
Trouxe outras lindas flores da montanha
Que relembram uma saudade tamanha
Do passado da vida, do meu viver.

Foi bom viver nesta região serrana,
Como era bela a minha cabana!
Sem falar do jardim com aquelas dálias...
Hoje sou só um poeta solitário
Sem a emoção do canto do canário...
Tudo se foi! Só ficaram as sandálias.

Ver o verde da floresta exuberante!
É tudo cinza!... Não vou mais adiante.
Tudo morto, sem vida, diferente dia!
Vivia mesmo ao lado da floresta,
Meus olhos viam a Natureza em festa...
Hoje não inspira mais a poesia!

A noite da minha vida está a chegar.
Sinto e percebo meu rosto molhar,
Culpa do tempo que aqui me deixou:
Dor no coração e com alma doente,
Vejo o sol a sumir-se no poente...
Traga a noite qu'a chorar já estou!

Modesto

ESTRADA

Quando cheguei ao fim daquela estrada, Chegou também o sonho da partida, Mas vi que era mais uma encruzilhada Que foi surgindo ao longo dest...