quinta-feira, 31 de agosto de 2017
A CAMINHO DO OUTONO
A caminho do ocaso, sem temer
Trocar o rumo entre folhagens mortas,
Busc' o infinito pra m' abrir a porta,
Entrar num renovado alvorecer.
Tremulina a luz a resplandecer
Numa tarde calma que me reconforta,
Ouço a voz do silêncio que m' exorta
A ir em frente: - Nunca desfalecer!
E eu sigo, sigo sempre sem paragem,
Com cabelos brancos a voar ao vento,
Na alma um secreto contentamento.
Tanto que andei! Que longo o caminho!
E eu expectante, sempre com carinho
No que vier, até ao fim da viagem.
Modesto
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