sábado, 2 de julho de 2016
QUANDO FORMOS VELHINHOS
Quando as folhas caírem nos caminhos
Do nosso outono do sol poente,
De braço dado, como dois velhinhos,
Pla 'strada vamos vagarosamente.
O que dirá de nós tod' essa gente
Se nós passarmos mudos e juntinhos?
"Olha como vai ela tão contente
E como se amaram, coitadinhos!"
E se eu andar como tu andares,
Lá nos seguirão com os seus olhares...
As flores nos veneram nos barrancos.
Na nossa nostalgia do sol posto,
Haverá fundas rugas no meu rosto...
Eu gostarei dos teus cabelos brancos!
Modesto
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
SUPREMO ANSEIO
Esta profunda e intérmina esperança Na qual eu tenho o espírito seguro, A tão profunda imensidade avança Como é profunda a ideia do futuro. ...
-
Vai, peregrino do caminho santo, Faz da tua alma lâmpada de cego, Iluminando fundo sobre pego, As invisíveis emoções do pranto. Ei-lo, do Am...
-
Esse Corpo, Senhor, nu, inerte mas com Norte Que 'inda transpira o perfume do unguento... Esse Rosto sereno e macilento Como um lírio de...
-
Nada há que me domine e que me vença Quando minh'alma mudamente acorda... Ela rebenta em flor, ela transborda Nos alvoroços da emoção im...

Sem comentários:
Enviar um comentário