14_06
A TARDE NO CAMPO
Ver a tarde no fim da hora das novenas,
Com belas meninas, cantando em surdina...
Põem trémulos de dor, de saudades terrenas,
No crepúsculo da tristeza vespertina.
Dorido langor de agrestes cantilenas,
A lâmpada do acaso nos ilumina.
O claro-escuro deixa-nos ver as bermas,
Sentindo em nós, uma estrela divina.
Longe, a tarde cai , em violeta agonia!
São as horas dumas doces melancolias...
Pena a rapaziada não entendê-las!
Nestas noites, sem luz, ir pelos ermos campos,
Cabelos ao luar, olhos de pirilampos...
Desce a bela noite, aparecem estrelas!
Modesto
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