quinta-feira, 2 de julho de 2020
QUEM ME DERA
Quem me dera ser a flor mais simples do jardim,
Sorver o sol e poder irradiar, a quem lá vem,
O meu perfume de tojo, de acácia ou de alecrim,
Enleando inquieto o meu olhar com esse alguém!
Quem me dera ser o verde apenas de uma erva,
Ser o miolo tosco ou a migalha do meu pão,
O filamento que se abandona, estica, e se enerva!
Quem me dera ser apenas o cheirinho do limão!
Quem me dera poder parar, sorrir e estremecer
Pelo suco erguido desses botões com que me olhas
E ser sempre o número certo em todas as escolhas!
Quem me dera esse balanço de ser e de não ser,
Em cada gota de orvalho colorido de esperança!
Quem me dera ser suspiro, ser tudo e ser criança!
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