sábado, 31 de agosto de 2019

LÍRIOS QUE NÃO MURCHAM

























Numa bela manhã de sol ardente,
Cantam melros, perto, num limoeiro.
Que pena tu não estares presente:
Há lírios nas águas do ribeiro!

Colhi uns, pla saudade que me deste,
E dei-tos numa linda jarra d' ouro.
Pelo bem que na vida me fizeste,
Quero que fiques com este tesouro!

E quando, na nossa casa, os vejo
Dou-lhes sempre um demorado beijo
E fico em ti sempre a pensar...

É qu' adivinham os lírios do rio
Que te dei minha vida - sentem brio!
Beijo-os sempre, sem nunca murchar!

Modesto

Sem comentários:

Enviar um comentário

A ESSÊNCIA DO AMOR

É o sopro inicial, Verbo primeiro Que do nada faz corpo e consciência, É fonte intemporal, fogo inteiro, Onde o tempo se apaga na existência...