sábado, 20 de dezembro de 2014
FLOR SERRANA
Há uma flor, na serra, pobre e singela
Que nasce no mato ao abrir do sol nado.
É uma flor sem nome, humilde aquela
Que sorri, meiga e bela, junt' ao coutado.
Um raio de luz a criou e tornou bela
E nela pousa um pintassilgo dourado
Ou a borboleta branca e amarela
E que vivem lá pelo mato orvalhado.
Jamais alguém ousou chamá-la pelo nome,
Nem em vaso de bronze ou fina porcelana:
Nasce, encanta, alegra e não consome.
Vive à luz do sol, resiste às noites frias,
Acarici' a lua e fauna serrana,
Dá à paisagem suas pétalas macias!
Modesto
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